1696 - Chegada dos Bandeirantes

Em 16 de julho de 1696, bandeirantes paulistas liderados por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça encontraram ouro em rio batizado de Ribeirão Nossa Senhora do Carmo. Às suas margens nasceu o arraial de Nossa Senhora do Carmo, que logo assumiria uma função estratégica no jogo de poder determinado pelo ouro. O local se transformou em um dos principais fornecedores deste minérios para Portugal. Assim nasceu Minas Gerais no leito de um ribeirão coberto de ouro.

1711 - Primeira Casa de Câmara

A história dessa tela é sobre a elevação do Arraial do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo à categoria de vila, denominada Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo de Albuquerque. Isso aconteceu em 08/04/1711, por intermédio do governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Agora, na condição de vila, era preciso que se houvesse a implantação de uma estrutura administrativa e judiciária representada pela Casa Câmara e Cadeia. Assim em 04 de julho de 1711, criou-se a primeira câmara de MG

1719 - Quartel de Dragões

Após a instituição da primeira casa de Câmara e como forma de manter a ordem, cria-se na Vila de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo duas Companhias de Cavalaria e o Primeiro quartel de Dragões da Capitania de Minas Gerais que abrigaria essas Companhias de Cavalaria. Esse fato ocorreu em junho de 1712, através de Carta Régia do Dom João V. O quartel de Dragões guardava as saídas da vila, bem como vigiava o rio, fonte de riqueza na época.

1720 - Condenação de Felipe dos Santos

O governador Dom Pedro de Almeida Portugal, Conde de Assumar, rompeu-se o equilíbrio penosamente mantido pelos seus antecessores, lavrando nos espíritos o incêndio da revolta. Até meados de 1720. A vila viveu dias agitados, culminando o mal-estar reinante no motim chefiado por Filipe dos Santos, sobre o qual recaiu a implacável justiça do governador. Como decorrência desse acontecimento foi criada, a 2 de dezembro do mesmo ano, a capitania independente de Minas Gerais.

1730 - Correios

No dia 29 de outubro de 1730, João Lopes de Lima, morador de Atibais, São Paulo, vindo com o seu irmão Francisco Augusto de Lima e o Padre Manoel Lopes, além de muitos outros bandeirantes ilustres, sendo estes os primeiros moradores da vila do Ribeirão do Carmo, de comum acordo com o governador Arthur de Sá Menezes, estabeleceu uma linha de Correio ambulante entre Rio - São Paulo - Mariana.

1745 - Alpoim e a cidade planejada

A carta Régia de 23/04/1745, expedida por D. João V, elevou a vila à categoria de cidade, com o nome de Mariana, homenagem à rainha D. Maria Ana d'Áustria. Mariana foi a primeira vila de Minas Gerais e a primeira localidade da capitanias a receber foros de cidade. Um projeto urbanístico foi necessário, para a Primeira Capital das Minas Gerais, elaborado pelo eng. militar José Fernandes Pinto de Alpoim. Ruas em linha reta e praças retangulares são características da 1ª cidade planejada de MG.

1745 - Áureo Trono Episcopal

Em 6/12/1745, foi criado o primeiro bispado de Minas Gerais, mediante bula do papa Bento XIV, sendo seu primeiro titular Dom Frei Manuel da Cruz. Para celebrar a chegada do primeiro bispo das Minas Gerais foi organizada uma das maiores celebrações católicas na Minas Colonial: o Áureo Trono Episcopal, ocorrida em 1748, teve como objetivo comemorar a criação do bispado de Mariana, com um variado programa de cerimônias suntuosas.

1750 - Seminário Nossa Senhora da Boa Morte - Primeira Escola

Em 20/12/1750 foi criada em Mariana a primeira Escola nas Minas Gerais. O Seminário de Mariana foi criado pelo seu primeiro bispo, D. Frei Manoel da Cruz no auge do ciclo do ouro, sob a proteção de Nossa Senhora da Boa Morte. Inicialmente foi confiado à direção da Companhia de Jesus. com a perseguição do Marquês de Pombal e a consequente expulsão dos jesuítas, o seminário foi entregue aos cuidados do próprio clero local.

1762 - O mestre Athayde

Nascido em Mariana, batizado em 18/10/1762. Ele foi um dos mais importantes artistas do Barroco-Rococó mineiros e teve uma grande influência sobre os pintores da sua região. Pouco se sabe sobre sua vida e formação artística e nem todas as suas criações estão documentadas, mas deixou sua marca na história da arte no Brasil. Sendo considerado o maior pintor do barroso mineiro.

1768 - A nova Casa de Câmara

O projeto de construção da imponente Casa de Câmara e Cadeia feito por José Pereira dos santos em 1762 é uma obra-prima da arquitetura civil colonial. A obra foi iniciada em 1768 pelo pedreiro e mestre de obras José Pereira Arouca.

1819 - Chegada dos Ingleses

O Barão de Eschewege estabeleceu-se em Mariana em 1819 e aproveitando dos dados coletados por seus sócios ingleses da Geological Royal Society, adquiriu diversas frentes de lavra mineral na região, e até meados de 1821 lavrou ouro a céu aberto e iniciou a lavra de sub-solo no antigo arraial de São Vicente, hoje, Passagem de Mariana, tendo fundado ali a primeira empresa de mineração do Brasil - a Sociedade Mineralógica de Passagem.

1836 - Banda de São Caetano

Fundada em 07/04/1836, é considerada a 4ª banda de música mais antiga do Brasil, a terceira banda mais antiga de Minas, e a mais antiga de Mariana.

1849 - Primeira escola para mulheres em Minas Gerais

Fundado em 1850, por Dom Antônio Ferreira Viçoso, então Bispo de Mariana. Dom Antônio Ferreira Viçoso, solicitou e obteve a vinda das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo da França para o Brasil, em Minas Gerais, primeira Casa de Educação Vicentina fora da Europa. Foi de Mariana, deste colégio, que se irradiaram para todo o país de outras regiões das Américas, os Colégios Vicentinos.

1911 - Alphonsus de Guimarães e o hino de Mariana

O hino da cidade de Mariana foi escrito em 1911 por Alphonsus de Guimaraens e tem sua melodia composta por Antônio Miguel. O hino possui forte característica de Alphonsus de voltar suas poesias à morte da mulher amada. Entretanto, também exalta a bravura de se reerguer nos doces afagos da voz dos filhos, cidadãos marianenses. Sempre a sonhar.

1914 - Estação Ferroviária

A estação da cidade histórica de Mariana foi inaugurada em 1914, quando foi aberto o prolongamento do ramal de Ouro Preto até Mariana. Permaneceu como ponta de linha até 1926, quando o ramal foi estendido até Ponte Nova. Pelo menos até 1980 ainda havia movimentação de passageiros que podiam se utilizar dos trens mistos. Depois, a estação foi fechada, passou um tempo abandonada, foi reformada e finalmente em 2006 sofreu uma grande reforma para ser a estação final do trem turístico de Ouro Preto.